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Tumores de mama e próstata são os mais prevalentes, segundo estudo em São Paulo

O Instituto do Câncer do Estado de SP, ligado à Secretaria da Saúde e à Faculdade de Medicina da USP, traçou perfil de tumores mais tratados entre homens e mulheres. Levantamento divulgado no fim de 2018 aponta que os tumores de mama e próstata são os mais prevalentes dentro da instituição, seguidos do colorretal. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que, em 2019, irão ocorrer cerca de 600 mil novos casos de câncer. Para falar sobre o assunto, o Jornal da USP no Ar conversou com a doutora Maria Ignez Braghiroli, oncologista do Icesp e especialista em tumores do trato digestivo.

Maria Ignez explica que o levantamento trata dos tumores de maior incidência, tanto no Brasil quanto no mundo. Segundo ela, uma das principais ações a ser preconizadas no Dia Mundial de Combate ao Câncer é a difusão de informações com relação à prevenção e medidas de rastreamento do câncer. “Quanto mais precoce o diagnóstico, mais chances de cura”, lembra.

Ainda segundo a doutora, hoje em dia, justamente pela possibilidade de diagnóstico precoce, cura-se a doença muito mais do que no passado. Contudo, hábitos saudáveis de vida também possuem papel crucial para esse cenário, como exercícios físicos, alimentação saudável e não fazer uso do cigarro. “O não fumar previne não só o tumor de pulmão, mas também de boca, esôfago e bexiga.”

Dentre os dez tipos de câncer mais incidentes no ano de 2018, estão o de próstata, com cerca de 68 mil casos, e o câncer de mama, com 59 mil casos. “A quantidade de pessoas que são diagnosticadas com câncer relacionado à hereditariedade é muito pequena, mas é relevante”.

Com relação aos tratamentos disponíveis atualmente, a doutora explica que a cirurgia normalmente é oferecida para a maioria dos tumores, principalmente quando são diagnosticados em fase inicial. Há ainda a quimioterapia, a radioterapia e a imunoterapia, técnica recente de combate ao câncer que vem sendo incorporada para alguns tipos de tumores, como o melanoma, estômago e pulmão. “É uma forma de nós estimularmos o sistema imune para que ele lute contra as células tumorais” explica. Ela também faz um apelo para que a população fique atenta às fake news espalhadas no meio oncológico, uma vez que tanto pacientes quanto familiares encontram-se fragilizados emocionalmente por conta da doença.

Fonte: Jornal da USP